sábado, 12 de outubro de 2013

Gravidade

O grande trunfo de “Gravidade” é sua ousada realização que trás inúmeros, longos e espetaculares planos sequência que foram magistralmente dirigidos por Alfonso Cuarón. Aqui, os tais planos e travellings valorizam a dramaticidade das cenas, sobretudo na abordagem dos temas solidão e autocontrole, e proporcionam uma incrível tensão de tirar o fôlego!

Tudo é amarrado de forma intensamente eficiente em uma trama simples que trás um suspense espacial claustrofóbico, o melhor desde “Apollo 13”. O filme tem uma história que foge do convencional e basicamente retrata a tentativa de sobrevivência de uma astronauta que está à deriva no espaço e é constantemente ameaçada por uma chuva de detritos que está na órbita da Terra.

Tecnicamente, “Gravidade” é voluptuoso, principalmente no que diz respeito aos impressionantes efeitos visuais que beiram o realismo. Outra boa sacada é a harmonia da engenharia de som com a angustiante trilha sonora de Steven Price que entram em cena em momentos pontuais. Há ruídos aterrorizantes e explosões em gravidade zero, quase silenciosas, que fazem tremer a sala com potentes tons graves dos subwoofers.

O longa ainda apresenta belíssimas cenas espaciais, algumas soam poéticas (como o renascimento da protagonista), e uma atuação inspirada de Sandra Bullock. Apesar de alguns furos na narrativa, como o inexplicável isolamento das estações, e do 3D que poderia ser melhor, “Gravidade” consegue ser uma obra prima do entretenimento. Imperdível! 

Gravidade (Gravity)
EUA/ING, 2013 – 90 minutos
Ficção científica / Drama / Suspense
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney, Eric Michels, Basher Savage, Paul Sharma
Cotação: * * * * *