sábado, 10 de dezembro de 2011

Oscar 2011: a noite do discurso

Como era de se esperar, o Oscar 2011 não teve muitas surpresas e o vencedor, ou melhor, os 'reis da noite' foram o ator Colin Firth e o diretor Tom Hooper. Eles, diga-se de passagem, não gaguejaram ao discursar sobre o longa que também levou o prêmio de roteiro original. A previsibilidade seguiu firme com os voos dos cisnes protagonizados por Natali Portman assim como os parceiros de filme Christian Bale e Melissa Leo que subiram ao ringue para nocautear os concorrentes coajduvantes.


Não podemos negar que o Oscar 2011 foi generoso ao espalhar suas estatuetas por diversos gêneros. Parte dos prêmios foi compartilhada com a rede social, que se consagrou com seu roteiro adaptado, roubou a trilha sonora de A origem e levou a edição de Cisne Negro.


A noite também foi dos universos fantásticos, que o diga Alice, que se maravilhou com figurinos e direção de arte impecáveis. A espionagem de sonhos de A origem se saiu bem na ‘foto’, fez muito barulho nas duas categorias de som e ainda viu os efeitos visuais premiarem as camadas do subconsciente de seu criador Christopher Nolan.


E como já é de costume, a Pixar se destacou mais uma vez com seus brinquedos. Toy Story 3 bateu nos dragões da Dream Works e ainda cantou alto com o Oscar de Randy Newman. O reino animal também esteve presente. Além de cisnes e dragões, o lobisomem assustou com sua maquiagem e abocanhou  a estatueta.


Para os derrotados e enrolados, só restou ouvir as cacofonias de Rubens Ewald Filho no TNT com famigerados ‘nunCA GAnhou’. No final das contas, o Oscar 2011 não acenou por um mundo melhor e muito menos durou 127 horas, mas foi o suficiente para deixar muitos cinéfilos numa bravura indômita incontrolável com algumas injustiças e provar, mais uma vez, que o evento é um mero lixo extraordinário norte-americano.