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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Doutor Sono

Inspirado em livro de mesmo nome do escritor Stephen King, lançado em 2013, o longa “Doutor Sono” é considerado a continuação do terror cult “O Iluminado” (1980), de Stanley Kubrick. Há muita reverência ao filme oitentista, mas, também, desequilíbrios de concepções entre as obras, os quais poderão frustrar os fãs do clássico.
 
Existem três situações em “Doutor Sono”: um grupo de ciganos/bruxos que possui um estranho poder sobrenatural que se alimenta da ‘energia’ das pessoas; uma garota com poderes telepáticos e Danny Torrance (interpretado pelo competente Ewan McGregor), o garotinho de “O Iluminado”, que vive atormentado pelos eventos ocorridos no mal assombrado Hotel Overlook.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Projeto Gemini

A premissa de “Projeto Gemini” é bem legal. O melhor assassino de todos (vivido por Will Smith) decide se aposentar, mas acaba sendo exposto a um segredo que o faz virar o alvo principal da organização em que trabalha. Ele é tão bom e preciso que nenhum outro assassino altamente treinado consegue matá-lo. A solução? Utilizar um clone, uma ‘cópia’ mais jovem do maior assassino, para (tentar) eliminá-lo.
 
Uma ‘boa premissa’ não é sinônimo de bom filme. Infelizmente, “Projeto Gemini” erra mais que acerta. Os erros não fazem o longa ser execrável, mas torna-o burocrático e pouco criativo.

sábado, 12 de janeiro de 2019

A Favorita

"A Favorita" é uma caricatura do império britânico no século XVIII. A história gira em torno de Sarah Churchill, uma Duquesa que tem forte influência na vida da Rainha Ana. Além de confidente e conselheira, ela também é sua amante secreta. A relação é ameaçada com a chegada de Abigail, a nova criada que se torna a nova queridinha da realeza. O que o filme tem de beleza estética também tem de esquisitice em sua narrativa. Os costumes e a abordagem dos bastidores da monarquia (as vezes mostrado de maneira crua) atiça a curiosidade do público. É interessante notar que há tomadas com lentes grandes angulares que valorizam os belíssimos designers de produção e os caprichados figurinos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Poderia me perdoar?

Dirigido por Marielle Heller e protagonizado pela competente Melissa McCarthy (que foge da linha cômica em que está habituada), "Poderia me perdoar?" é um drama simples de uma escritora que sofre de problemas financeiros e, para variar, também passa por um bloqueio criativo. Ela começa a falsificar cartas de personalidades já falecidas para vender em sebos e livrarias. O longa tem potencial para ser mais do que é, mas sua aura dramática deixa tudo muito carregado, depressivo e arrastado.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Oito mulheres e um segredo

"Oito mulheres e um segredo" é a versão feminina de "Onze homens e um segredo" e o quarto filme da franquia iniciada por Steven Soderbergh sobre grandes roubos (que, por vez, é uma refilmagem de "Ocean's Eleven" estrelado por Frank Sinatra, em 1960). Aqui, Soderbergh assina a produção, mas não é o suficiente para que a trupe feminil tenha um desempenho satisfatório como o seu ‘irmão’ mais velho de 2001.

A premissa segue praticamente a mesma fórmula do original. Recém-saída da prisão, a trambiqueira Debbie Ocean, irmã de Danny Ocean (que foi interpretado por George Clooney nos filmes anteriores), planeja executar um roubo de uma valiosa joia que é extremamente bem protegida em Nova York.

terça-feira, 13 de março de 2018

Jumanji: Bem-Vindo à Selva

"Jumanji: Bem-Vindo à Selva" é o típico filme para se desligar o cérebro e curtir a aventura de maneira mais descompromissada possível. No entanto, como se trata de uma continuação de um longa de 1995 estrelado por Robin Williams, um dos clássicos do gênero da década de 90, é preciso observar a coerência da fantasia entre as produções antes de colocarmos a cabeça em 'off'.
 
A dinâmica do roteiro é praticamente a mesma do original. Ao descobrirem e jogarem um misterioso jogo de nome 'Jumanji', um grupo de jovens é transportado para a realidade da 'brincadeira' onde vivem diversas aventuras em uma selva repleta de perigos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A cura (opinião em até 150 caracteres)

Esteticamente belo, excessivamente longo e narrativamente confuso.

A cura (A Cure for Wellness)
2017, EUA/GRA/IRL - 146 minutos
Suspense/Terror
Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Gore Verbinski, Justin Haythe
Elenco: Dane DeHaan, Jason Isaacs, Mia Goth, Adrian Schiller, Angelina Häntsch, Annette Lober, Ashok Mandanna, Bert Tischendorf, Carl Lumbly, Celia Imrie
Cotação: * *

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O estrangeiro

Embora tenha Jackie Chan como protagonista, "O estrangeiro" está longe de ter a irreverência costumeira do ator em filmes de ação. Aqui, Chan entrega uma performance dramática notável em um longa que possui bom elenco (ainda há a presença de Pierce Brosnan) e boa direção de Martin Campbell, mas derrapa em um roteiro frágil que desperdiça premissas interessantes.

A trama começa de maneira intensa com um ataque terrorista na Inglaterra que mata a filha de Quan (Chan), dono de um típico restaurante chinês em Londres.

domingo, 1 de outubro de 2017

Kingsman - O círculo dourado

Maior e melhor. Essa é uma 'regra' básica se tratando de continuações, principalmente aquelas produzidas por Hollywood. No entanto, nem todas as sequências obedecem essa cartilha e se tornam maiores, mas, muitas vezes, piores. O fato de aumentar a história é uma forma natural de dar seguimento à narrativa e de engrandecer o espetáculo, afinal de contas, o espectador espera ver , em uma escala mais perigosa, aquilo que consagrou a produção original.  Além disso, o público também espera uma renovação do 'fator surpresa' em um segundo filme para seguir contemplando determinados universos.

domingo, 18 de junho de 2017

Power Rangers

A adaptação cinematográfica do seriado televisivo "Power Rangers" começa de maneira promissora com uma premissa interessante e surpreende pela parte técnica (o acidente de carro no início é muito bem feito). Os protagonistas, que aparecem aos poucos, são carismáticos, a direção é criativa em um primeiro momento, há uma boa atmosfera colegial e o roteiro gasta um certo tempo para desenvolver determinadas situações de origens.
 
Todo esse cuidado para falar dos heróis coloridos estava bom demais para ser verdade. Entretanto, tudo começa a ruir quando se inicia o segundo ato.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Aliados

"Aliados" é um filme de espionagem na Segunda Guerra Mundial que tem potencial para ser espetacular, mas não é. A trama gira em torno de dois espiões (Brad Pitt e Marion Cotillard) que se apaixonam e se casam após uma missão no Marrocos. A paz do casal acaba quando ele é informado por seus superiores que ela pode ser uma agente dupla.
 
Após um primeiro ato interessante e promissor, o frágil roteiro faz com que o restante do filme, repleto de mistério, se torne cansativo e pouco surpreendente.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Kickboxer: A Vingança do Dragão

"Kickboxer: A Vingança do Dragão" não é uma continuação de "Kickboxer - O Desafio do Dragão" (1989), estrelada por Jean-Claude Van Damme. Trata-se de uma refilmagem que também traz Van Damme no elenco. Aqui ele é o mestre que ajudará o protagonista (Alain Moussi) a vingar a morte do irmão, assassinado pelo temível Tong Po (Dave Bautista). A premissa é a mesma do original e sua contextualização poderia tido melhor sorte se não fosse o péssimo roteiro que não desenvolve os personagens e situações como deveria. As cenas de luta, que seriam o grande chamativo, são irregulares - ora atrai ora são inverossímeis - e mal editadas.

domingo, 4 de setembro de 2016

Cavaleiro de copas

Há quem goste do estilo filosófico do cineasta Terrence Malick ("A árvore da vida" e "Amor Pleno"). Não me incomodo com o excesso de lirismo que se mistura ao show de imagens para contar uma história, desde que sua proposta esteja clara, o que não acontece aqui. A estrutura narrativa se assemelha aos últimos trabalhos: ritmo lento, inúmeras metáforas, poucos diálogos e muita narração em off. O maior problema é o roteiro confuso de tom extremamente depressivo. Nunca há um equilíbrio para tratar de temas tão profundos, como desavenças familiares, dramas existenciais, relacionamentos infrutíferos e riqueza que não traz felicidade.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Spooks: O Mestre Espião

"Spooks: O Mestre Espião" tem boa aparência, mas é mal executado. O roteiro possui muitos furos e pulos temporais na trama. Além disso, há diversas soluções fáceis para algumas situações o que faz esse thriller de espionagem ser pouco verossímil. A grande atração é Kit Harington, de "Game of Thrones", que até se esforça como espião, mas não convence. Talvez por ser mal dirigido. Aliás, o longa tem uma péssima direção. Falta inspiração ao diretor Bharat Nalluri para as cenas de ação e ele demonstra pouco controle sobre a narrativa.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Alice através do espelho

Dirigido por James Bodin, "Alice através do espelho", continuação de "Alice no país das maravilhas" de Tim Burton (que, aqui, assina a produção), amplia a fantasia do autor Lewis Carroll com muito vigor técnico, mas deixa de melhorar a qualidade do enredo.
 
A jornada da persistente e corajosa Alice (Mia Wasikowska) consiste em voltar ao universo fantástico para salvar o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) de uma depressão após descobrir que sua família ainda está viva. A história do Chapeleiro esbarra no passado das Rainhas de Copas (Helena Bonham Carter) e Branca (Anne Hathaway), que também precisam resolver velhos problemas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Steve Jobs

"Steve Jobs" é, infelizmente, muito barulho por nada. A produção se passa nos bastidores do lançamento de 3 produtos: Macintosh, NeXT e o iMac. Durante todo o longa vemos 80% de 'discussão de relação' e 20% de tecnologia ou inspirações. O roteiro, que procura desconstruir Jobs, fica preso demais aos eventos e nas 'brigas pessoais', o que prejudica o desenvolvimento de situações que exploram as impulsões do protagonista. São poucos esses momentos. Ainda que tenha alguns bons diálogos, é frustrante saber que o conteúdo não surpreende em nada. Isso inclui as performances de Michael Fassbender e Kate Winslet. Ambos estão no piloto automático (mais ele que ela), assim como Danny Boyle, que está mais contido na direção. O filme "Jobs" (2013), com Ashton Kutcher, é melhor.
 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

The Ridiculous 6

O elenco é muito bom, porém o filme nem tanto. Não é atoa que Adam Sandler, o canastrão de sempre, escreveu e produziu o longa. A narrativa possui uma montanha russa de gags cômicas. Quando uma situação funciona e te faz rir, em seguida o sorriso estampado se fecha com algo sem graça e, às vezes, escatológico e constrangedor. Sandler, que faz o papel de um índio que brinca de Zohan no faroeste, deve arrumar um grana para um criminoso e livrar seu pai da morte. Na jornada, ele descobre ter irmãos paternos (estranhos e boçais) que ajudam a conseguir o dinheiro. A reviravolta final é legal, há alguns bons personagens e a produção até diverte, mas o desequilíbrio no humor desagrada. Não sei qual sátira é a mais boba, esta ou "Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola", de Seth MacFarlane.
 
The Ridiculous 6
2015, EUA - 119 minutos
Comédia / Faroeste
Direção: Frank Coraci 
Roteiro: Adam Sandler, Tim Herlihy
Elenco: Adam Sandler, Jorge García, Luke Wilson, Rob Schneider, Taylor Lautner, Terry Crews, Danny Trejo, Harvey Keitel, Jon Lovitz, Nick Nolte, Steve Zahn, Steve Buscemi
Cotação: * *
 
Termômetro:
- Humor: * * * *
- Drama: * *
- Romance: * *
- Fantasia: * 
- Ação / Aventura: * *
- Policial: *
- Suspense: *  
- Sexualidade: *
- Escatologia: * * *   
- Violência: * * *

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Sob o mesmo céu

"Sob o mesmo céu" é o típico filme em que a subtrama é mais interessante que a trama principal. Se o roteiro invertesse a maneira de exposição dos conteúdos, talvez, poderíamos ter um baita filme policial com toques de romance. O romance, diga-se de passagem, é bobinho, quase piegas (a personagem de Emma Stone, à princípio, é meio esquisita). Entretanto, a narrativa carece de um desenvolvimento melhor na trama secundária, principalmente por não apresentar argumentos necessários que justificam as repentinas reviravoltas finais. É uma pena que atores como Bill Murray e Alec Baldwin estão mal aproveitados. Outro lamento é o diretor Cameron Cowe que não implaca um bom filme desde "Vanilla Sky".
 
Sob o mesmo céu (Aloha)
2015, EUA - 105 minutos
Romance/Drama/Comédia
Direção: Cameron Crowe  
Roteiro: Cameron Crowe, Scott Rudin
Elenco: Bradley Cooper, Alec Baldwin, Bill Murray, Danny McBride, Emma Stone, John Krasinski
John Krasinski, Rachel McAdams
Cotação: * *
 
Termômetro:
- Humor: * *
- Drama: * * *
- Romance: * * * *
- Fantasia: *
- Ação / Aventura: *
- Policial: *
- Suspense: *  
- Sexualidade: *
- Escatologia: *   
- Violência: *

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Infelizmente, esta quinta parte deixa a desejar. O filme atrapalha toda a coerência temporal da narrativa da série e não explica como toda a bagunça, aqui, foi formada. Além disso, a ideia sobre as mudanças que contornam o persoagem John Connor poderão incomodar muita gente, principalmente por nos remeter aos fracos "Transcendence" e "Lucy". As cenas de ação são 'ok', nada de impressionante (algumas são absurdas até demais). Os efeitos visuais são irregulares: há momentos com bom realismo e outros muito plásticos. O legal foi a nostalgia ao revisitar o passado dos longas de James Cameron. O destaque é Schwarzenegger que está super a vontade, irônico e perfeito, pela quarta vez, como o robô exterminador. Inclusive, o argumento sobre o seu envelhecimento ficou convincente. É uma pena que tenha uma direção burocrática e um roteiro ruim.

O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genisys)
2015, EUA - 124 minutos
Ficção Científica / Ação
Direção: Alan Taylor  
Roteiro: Gale Anne Hurd, Laeta Kalogridis, Patrick Lussier, James Cameron 
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Emilia Clarke, Jai Courtney, Jason Clarke, Lee Byung-hun
Cotação: * *

Termômetro: 
- Humor: * * 
- Drama: * * 
- Romance: *  
- Fantasia: * * * * 
- Ação / Aventura: * * * 
- Policial: * 
- Suspense: * * *  
- Sexualidade: * * 
- Escatologia: *  
- Violência: * * * 

domingo, 17 de maio de 2015

Hacker

Dirigido por Michael Mann, "Hacker" gira em torno da perseguição de autoridades chinesas e norte-americanas para capturar um 'terrorista virtual'. O longa funciona como suspense e prende a atenção nas cenas em que esse gênero é exigido na trama. Entretanto, como policial o longa deixa a desejar ao imprimir um ritmo lento demais e momentos investigativos inconvincentes. Ainda que tenha uma premissa interessante e algumas boas cenas de tensão, o roteiro é frágil ao criar soluções rápidas para as ações dos 'gatos' atrás dos 'ratos' o que pode incomodar os mais exigentes. Tecnicamente, tem bom apuro visual, boa fotografia e movimentos de câmeras eficientes, qualidades peculiares dos trabalhos de Mann que, infelizmente, não salvam a produção da mediocridade.

Hacker (Blackhat)
EUA, 2015 - 133 minutos 
Suspense / Policial
Direção: Michael Mann 
Roteiro: Michael Mann e Morgan Davis Foehl  
Elenco: Chris Hemsworth, Archie Kao, Viola Davis, Ritchie Coster, Yorick van Wageningen, Wei Tang
Cotação: * * 

Termômetro: 
- Humor: *
- Drama: * * 
- Romance: * *
- Fantasia: * *
- Ação / Aventura: * *
- Policial: * * *
- Suspense: * * * *  
- Sexualidade: *  
- Escatologia: * 
- Violência: * * *