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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Yesterday

O diretor Danny Boyle nunca foi de se aventurar no gênero da comédia. Tudo bem que a maioria de seus filmes possui humor, mas não são considerados comédias, de fato. Talvez, “Por uma vida menos ordinária” tenha sido, até então, o único título cômico do cineasta. Agora, com “Yesterday”, Boyle aumenta seu repertório no gênero em um filme leve e com uma premissa genial.
 
Se a banda The Beatles não existisse, como seria? Essa é a ideia do roteiro que brinca com a não existência do quarteto de Liverpool e do efeito dominó que isso causa sobre suas influências na cultura pop.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O Rei Leão (2019)

As primeiras imagens desta versão live action (?) de "O Rei Leão" são espetaculares! O visual dos trailers promocionais é incrivelmente belo e realista. Parecem, inclusive, cenas de algum episódio sobre a vida selvagem exibidos nos canais da TV a cabo, tais como Animal Planet, Discovery Channel e National Geographic. Se a ideia é conquistar o público pela primeira impressão, isso foi um tiro certeiro.
 
Para os fãs da animação 2D dos anos 90, fiquem tranquilos! A história (e seus toques shakespeariano) não foi, essencialmente, alterada.

domingo, 15 de janeiro de 2017

La La Land: Cantando Estações

A comédia musical “La La Land: Cantando Estações” é, de fato, muito bela. Além de estar recheado de referências sutis aos musicais clássicos, o filme é tecnicamente impecável. Méritos para o diretor Damien Chazelle, o mesmo do ótimo “Whiplash”, que faz um trabalho extraordinário, principalmente no que diz respeito à cinematografia.

Os números musicais e as coreografias de dança são bem ensaiadas e todos são rodados em longos planos sequências. Sempre com poucos cortes e movimentos de câmera que não cansam, esses planos são filmados com certa distância que dão verossimilhança e credibilidade aos esforços dos atores. O interessante é ver que tudo isso acontece na sua frente sem a interferência de artimanhas de edição. É naturalmente convincente.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mudança de Hábito 2 - Mais confusões no convento

Embora não tenha a pegada crítica do original, “Mudança de Hábito 2 - Mais confusões no convento” esboça um retrato do caos da educação infanto-juvenil nos Estados Unidos. A irmã Mary Clarence (novamente interpretada pela ótima Whoopi Goldberg) tem a missão de impor a ordem em uma complicada classe estudantil dando aulas de música. Em relação ao primeiro, a narrativa exclui a trama policial, coloca de lado a transgressão e opta pelo drama e pelo humor situacional para transmitir lições inspiradas em conceitos de união. Apesar da falta de apreciações mais ácidas, esta sequência sobra em dramaticidade e, sobretudo, nos contagiantes números musicais. A versão de ‘Oh Happy Day’ é de arrepiar! O longa diverte e emociona em momentos pontuais. Imperdível!

Mudança de Hábito 2 - Mais confusões no convento (Sister Act 2: Back in the Habit)
EUA, 1993 – 107 minutos
Comédia / Musical
Direção: Bill Duke
Roteiro: Jim Cruickshank, Joseph Howard, Judi Ann Mason
Elenco: Whoopi Goldberg, Kathy Najimy, Barnard Hughes, Maggie Smith, James Coburn, Michael Jeter, Jennifer Love Hewitt, Sheryl Lee Ralph, Lauryn Hill
Cotação: * * * *

Termômetro:
- Humor: * * * *
- Drama: * * *
- Romance: * 
- Fantasia: *
- Ação / Aventura: * 
- Suspense: * *
- Sexualidade:  *
- Escatologia: *
- Violência: *
- Efeitos especiais: *

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Chicago

É inegável que o sucesso de “Chicago” se deve a “Moulin Rouge – Amor em vermelho”, longa que resgatou de maneira inovadora os grandes musicais do cinema. Entretanto, o argumento musical deste filme do estreante Rob Marshall é diferente, menos ousado e sonoramente inferior em relação à produção de Baz Luhrmann, mas tem lá o seu encanto por ser um trabalho bem executado.

Após matar seu amante, Roxie Hart (Renée Zellweger), uma aspirante a artista em Chicago, vai presa e conhece sua inspiração Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), a sensação da casa de espetáculo onde trabalha. Ambas são clientes de Billy Flynn (Richard Gere), um esperto advogado que utiliza a fama e a mídia para tirá-las da cadeia.

Baseada no musical homônimo da Broadway de 1975, a narrativa convencional dialoga de maneira interessante com os bons números musicais coreografados com sensualidade assinados pelo também diretor Rob Marshall. As cantorias são os pontos altos do filme que metaforizam situações imaginárias de Roxie e aparecem na trama paralelamente aos principais momentos de sua realidade.

Outro destaque é o roteiro de Bill Condon (Deuses e Monstros) que insere uma deliciosa caricatura do contexto midiático dos anos 70. Para incrementar esse retrato, a história mostra a ganância de um advogado que, por meio de um jogo de interesses, utiliza o sensacionalismo da imprensa para manipular a opinião pública no intuito de inocentar uma criminosa.

Além de satirizar o sistema judiciário e a impunidade épica da famosa cidade norte-americana, “Chicago” ainda apresenta figurinos e direção de arte competentes e boas atuações do trio de protagonistas (principalmente Zeta-Jones). A verdade, é que se não fossem os espetáculos musicais jazzistas (são bons, mas há melhores), o longa passaria despercebido e não teria tanto sucesso no Oscar 2002, evento em que faturou 6 estatuetas, incluindo melhor filme.

Chicago
EUA, 2002 - 113 minutos
Musical / Drama
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Maurine Dallas Watkins (peça), Bob Fosse (musical Chicago), Fred Ebb (musical Chicago) e Bill Condon (roteiro)
Elenco: Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones, Richard Gere, Queen Latifah, John C. Reilly, Taye Diggs, Lucy Liu, Christine Baranski, Colm Feore.
Trailer: clique aqui
Cotação: * * * *