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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Matrix – 20º Aniversário

"Matrix" envelheceu... muito bem, obrigado! Vinte anos após seu lançamento, essa ficção científica continua mais atual do que nunca! O visual, a sonoridade, o estilo, as inúmeras concepções filosóficas entrelaçadas, as metáforas e todos os elementos (textuais ou cinematográficos) que o fizeram revolucionário no final dos anos 90 estão irretocáveis.
 
Rever "Matrix" no cinema para comemorar seu 20° aniversário foi uma experiência deliciosa e contemplativa. A nostalgia de rever as cenas favoritas e recordar outros tantos momentos épicos culminaram em diversos arrepios!

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Coringa

Esqueça, ou melhor, tente esquecer os super-heróis, eles não existem em “Coringa”. Eu sei que será difícil não associar o protagonista e toda a ambientação do longa ao Batman, mas, mesmo assim, é importante deixar de lado o homem-morcego. O que você verá, aqui, são dramas que retratam a origem daquele que foi um cidadão comum e que se tornou um dos mais icônicos vilões das histórias em quadrinhos (da DC Comics).
 
É importante salientar que “Coringa” é uma releitura do personagem e não faz parte, pelo menos por enquanto, do ‘universo estendido’ da DC Comics no cinema.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Ad Astra – Rumo às estrelas

“Ad Astra”, cujo significado em latim é basicamente o subtítulo que o longa ganhou no Brasil (para as estrelas), é uma ficção científica para poucos. Para se ter uma ideia do que o espectador encontrará, o filme tem a simplicidade estética e a qualidade sonora que remete a “Gravidade”, a busca pela sobrevivência lembra “Interestelar”, há um conflito psicológico a lá “Apocalipse Now” e o ritmo lento e a essência filosófica da narrativa faz referência a produções como “Solaris” e “2001 - Uma odisseia no espaço”. Apesar de ser bem menos complexo em relação aos dois últimos longas citados, “Ad Astra” utiliza a imensidão do universo para passar uma mensagem familiar que é maior do que imaginamos.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Vingadores: Ultimato

(SEM SPOILERS) 11 anos, 3 fases e 22 filmes com narrativas independentes que possuem detalhes que interligam todos em um universo de heróis compartilhado. Um projeto audacioso que deu certo, fez história no cinema e marcou gerações. "Vingadores: Ultimato" finaliza um ciclo iniciado em 2008 com "Homem de ferro" e põe um ponto final em algumas narrativas. E essas conclusões, quanta emoção, meus amigos! Quanta celebração!
 
O filme possui 3 horas de duração que passarão em um 'estalar de dedos'. Você nem irá perceber. O longa é uma continuação direta de "Vingadores: Guerra Infinita".

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Roma

"Roma", dirigido por Alfonso Cuarón, aborda o cotidiano de uma família de classe média na Cidade do México, nos anos 70. A narrativa da ênfase na vida de uma empregada doméstica que participa ativamente das consequências sofridas por essa família decorrentes de diversos acontecimentos que afetam a vida de todos. O

 resultado de tudo isso é um drama que emociona pelo belo senso de humanidade de seus personagens. A simplicidade, a mise-en-scène detalhista e as pequenas reviravoltas que surgem em momentos pontuais da narrativa fascinam e cativam o espectador.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Vingadores: Guerra Infinita

“Vingadores: Guerra Infinita” é o clímax de um ousado projeto da Marvel Studios/Disney, que celebra 10 anos em 2018. Tal concepção reúne os principais heróis de histórias em quadrinhos da editora em um filme evento (talvez seja a maior produção já feita), que promete trazer grandes reviravoltas narrativas para o MCU (Marvel Cinematic Universe/Universo Cinematográfico da Marvel).

Para facilitar o entendimento desta 19ª produção da franquia, é imprescindível que o espectador assista, ao menos, a “Capitão América: Guerra Civil”, “Guardiões da Galáxia Vol. 2” e “Thor: Ragnarok”.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Um lugar silencioso

Já não é de hoje que o conceito de ‘terror’ no cinema anda meio banalizado. A maioria dessas produções não se preocupa tanto em desenvolver narrativas e/ou concepções no intuito de provocar reações emocionais genuinamente incômodas nos espectadores. Em outras palavras, não há uma eficiência em causar o ‘medo’ em quem assiste ao filme. Devido a isso, muitos longas optam pelo ‘caminho mai$ fácil’ ao investirem em criaturas bizarras, em histórias rasas, na repugnância, na sanguinolência e em ‘jump scare’ (susto) gratuitos para promoverem o gênero.

sábado, 13 de janeiro de 2018

A forma da água

"A forma da água" é encantador, não só pela maneira sensível da direção de Guillermo del Toro, mas por sua premissa curiosa ambientada em plena Guerra Fria, nos anos 60. O diretor nos surpreende ao contar a história de um belo e inusitado romance entre uma criatura fantástica mantida em cativeiro (um homem anfíbio) e uma faxineira muda de um laboratório do governo dos Estados Unidos.
 
O longa me encantou por ter uma essência textual e visual que remete ao ótimo "O fabuloso destino de Amelie Poulain".

sábado, 16 de dezembro de 2017

Extraordinário

"Extraordinário" é, de fato, extraordinário! O filme, inspirado em romance escrito por R.J. Palacio, em 2012, é moralista sem ser apelativo, é melodramático sem ser exagerado e é emocionante sem ser piegas.
 
A narrativa fala do garoto August Pullman ou Auggie, que possui o rosto deformado por dezenas de cirurgias ao ter nascido com uma desordem craniofacial congênita. Aos 10 anos de idade, ele é uma criança inteligente e saudável que encara a vida escolar pela primeira vez, onde sofre preconceitos e, o termo que está na moda, bullying.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Bingo: O Rei das Manhãs

O Brasil sabe fazer cinema. O problema da maioria das produções é que elas se alienam ao formato televisivo que está entranhado em nossa cultura. Isso gera uma acomodação que faz travar o crescimento da Sétima Arte por aqui. 

Claro, houveram grandes avanços, principalmente após o período da Retomada, mas ainda somos um país das novelas e dos produtos para a TV. Os momentos de sucessos críticos e financeiros (ou apenas financeiro) do cinema tupiniquim, sem considerar a novela editada para o cinema "Os Dez Mandamentos", se resumem na 'fome' do sertão, na 'cosmética' da favela, nas comédias pastelonas e na corrupção policial.

sábado, 16 de setembro de 2017

Em ritmo de fuga

"Em ritmo de fuga" é um exemplo de criatividade para o cinema contemporâneo. Tudo é convencional, mas é feito de maneira pouco comum. Méritos para o diretor e roteirista Edgar Wright que teve o cuidado de deixar o longa redondinho e com pouquíssimas falhas.

A trama mostra a vida do jovem Baby (em ótima atuação de Ansel Elgort), um excelente motorista de fuga que para de prestar seus serviços para o crime. Como diz o ditado, 'você sai do crime, mas o crime não sai de você', ele é convencido pelo seu ex-chefe a fazer outro trabalho. Quando um assalto dá errado, Baby deve fugir de bandidos e, também, da polícia para não ser preso.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Dunkirk

O diretor, roteirista e produtor, Christopher Nolan, é um dos poucos cineastas da atualidade que tem apoio de um grande estúdio (Warner) além de ter a liberdade de criação e execução. Ou seja, tem a grana necessária para fazer o filme que quiser. O que ele faz em "Dunkirk" é primoroso e, provavelmente, será a melhor experiência sensorial cinematográfica de 2017.

"Dunkirk" é um longa de guerra que possui uma estrutura narrativa que foge do convencional em relação ao gênero. É uma história de 'fuga/resgate' com premissa simples, mas que se torna interessante pela não linearidade do roteiro, que narra um evento com vários pontos de vista.

domingo, 6 de agosto de 2017

Planeta dos Macacos - A Guerra

Muita gente torceu o nariz quando surgiu a notícia de que haveria uma nova série de filmes baseada no clássico "Planeta dos Macacos" (1968). Não foi muito animador, tendo em vista o fracasso crítico de outras cinco produções sobre o tema que sucederam o original.

Mal sabiam os pessimistas que a nova trilogia agregaria valor ao longa de 1968 ao contar a origem do domínio símio na Terra. Em momento algum os recentes filmes tinham a pretensão de  serem melhores ou superiores ao clássico, ao contrário do remake de Tim Burton (2001) que falhou ao reinventar o enredo com um novo plot twist.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Lion: Uma Jornada Para Casa

"Lion " é uma jornada sobre perda e busca de origens. Na trama, um garotinho indiano, Saroon, se perde da família e andarilha pelo submundo da Índia. Adotado por um casal australiano, Saroon cresce com a nova família e se esquece de seu passado. Após 25 anos, em um momento de descontração com amigos ele se lembra de sua infância e procura, freneticamente, informações que levam a seus parentes biológicos.
 
Inspirado em fatos reais, o longa se divide em duas partes: o drama e os maus bocados de Saroon na Índia e sua vida de adulto na Austrália.

sábado, 19 de novembro de 2016

Sully: O herói do rio Hudson

"Sully: O herói do rio Hudson" é uma cinebiografia de Capitão Chesley "Sully" Sullenberger. Ele foi o piloto do Airbus A320 que teve de fazer um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova Iorque, em 2009, após um bando de aves colidir com a aeronave que comandava. Suas decisões e experiência na aviação diante do momento crítico fizeram dele um heroi nacional, principalmente por ter salvo toda a tripulação.

O foco aqui não é o 'Milagre no Hudson', como o episódio ficou conhecido,  que transformou o comandante em 'herói celebridade', mas os eventos por trás do fato heroico antes, durante e depois do incidente.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Demolidor - 1ª temporada - Marvel - Netflix

"Demolidor" é uma espécie de 'Batman' da Marvel. De dia, Matt Murdock é um advogado que acredita na lei e à noite ele se torna um justiceiro que ajuda a polícia a combater crimes no bairro de Hell's Kitchen, em Nova Iorque. A fotografia escura dá um tom sombrio e realista. As coreografias de luta 'a lá Jason Bourne' são excelentes e muitas delas são filmadas em planos sequências espetaculares. O elenco é carismático. O roteiro, trabalhado de forma linear ao longo de 13 episódios, é bem escrito, principalmente se tratando de construção de personagens e de reviravoltas, as mais pontuais em séries de TV.

sábado, 30 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil

Que alívio assistir “Capitão América: Guerra Civil” um mês após o lançamento do maçante “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”. A comparação é inevitável: há uma essência dramática semelhante e uma briga entre super-herois icônicos, mas com direções distintas. O filme da Warner/DC Comics está longe de ser ruim, mas a direção de Zack Snyder falhou em diversos aspectos e isso deixou o longa sem dinamismo e visualmente pesado. Em termos de realização, o novo longa da Disney/Marvel é o contrário disso, o que prova ainda mais a competência da Estúdio/Editora de quadrinhos ao criar seu universo compartilhado de forma inteligente e competente.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Creed: nascido para lutar

"Creed: nascido para lutar" é, indiscutivelmente, um filme clichê. O que acontece aqui se assemelha a outras inúmeras situações já retratadas pelo cinema. Entretanto, o longa não é só mais uma produção sobre boxe e os dramas particulares de lutadores, é uma extensão da história de Rocky Balboa e isso é o grande diferencial em relação a outras narrativas que envolvem esse esporte.
 
Desde "Rocky, um lutador" e "Touro Indomável" que não surge um produto tão bom quanto. Muitas produções chegaram perto, como "O campeão" (1979), "Hurricane - O Furacão" (1999), o oscarizado "Menina de Ouro" (2004), "O vencedor" (2010) e o recente "Nocaute" (2015). "Creed: nascido para lutar" é o que mais chegou perto desses clássicos.
 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A Juventude

"A Juventude" é uma obra deslumbrante de Paolo Sorrentino, cineasta italiano do premiado "A grande beleza". O filme faz uma reflexão sobre o envelhecimento sob a ótica de dois amigos, um cineasta e um maestro aposentado, que estão em um momento de descanso em um resort. Em meio a conversas e o ócio, ambos compartilham relações com diversas pessoas o que leva a narrativa a analisar contrastes entre as mais variadas gerações.
 
O estilo de filmagem, como a fotografia, a trilha sonora e os enquadramentos de câmeras sempre interessantes, segue o padrão de qualidade de "A grande beleza" ao explorar o charme das locações e a simetria da composição de objetos em cena. Além do primor técnico, o filme traz excelentes atuações do elenco, principalmente de Michael Caine e Harvey Keitel, que estão notáveis.
 
O roteiro, com ótimos diálogos e humor rasteiro pontual, esbanja originalidade e lirismo. À medida que os personagens são desenvolvidos, a trama, aliada a inserções visuais e sensoriais de Sorrentino (algumas sequências são geniais), ganha contornos poéticos que conflitam o 'velho' e o 'novo' assim como 'experiências' e 'frustrações'.
 
As imaginações que retratam o passado, os dramas que norteiam a melancolia do presente e as incertezas que contornam o futuro são trabalhados com sutileza e intensidade pelo diretor. Tudo isso provoca no espectador momentos únicos de catarse e faz com que a diesege de "A Juventude" contemple a vida, seja dando fôlego para os mais longevos ou inspirando os mais jovens a mudarem suas mentes e seus rumos.
 
A Juventude (Youth)
2015, EUA/ITA - 118 minutos
Drama
Direção: Paolo Sorrentino
Roteiro: Francesca Cima, Nicola Giuliano
Elenco: Michael Caine, Paul Dano, Rachel Weisz, Alex Beckett, Harvey Keitel, Jane Fonda
Cotação: * * * * *
 
Termômetro:
- Humor: * *
- Drama: * * * * *
- Romance: *
- Fantasia: * 
- Ação / Aventura: *
- Policial: *
- Suspense: *  
- Sexualidade: * *
- Escatologia: *   
- Violência: *

terça-feira, 19 de maio de 2015

Relatos Selvagens

Com direção e roteiro impecáveis, "Relatos Selvagens"  faz um retrato insano da natureza humana sobre provocações, sejam desafetos, brigas bobas, corrupção ou traições, e suas estúpidas (e muitas vezes selvagens) soluções de resolver as coisas, o que culminam em tragédias. Um filme genial que entrelaça histórias fragmentadas lineares que compartilham do mesmo tema, porém mostradas em situações diferentes. Uma pérola do cinema argentino que merecia o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015. Destaque para sua conclusão 'hipocritamente apoteótica' que norteia toda a aura do longa. Perturbador, reflexivo e brilhante!

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
ARG/ESP, 2015 - 122 minutos
Drama
Direção: Damián Szifron
Roteiro: Damián Szifron
Elenco: César Bordón, Érica Rivas, Leonardo Sbaraglia, Margarita Molfino, Ricardo Darín, Ricardo Darín
Cotação: * * * * *

Termômetro:
- Humor: * *
- Drama: * * * * *
- Romance: *
- Fantasia: *
- Ação / Aventura: * *
- Policial: *
- Suspense: * * * 
- Sexualidade: * *
- Escatologia: * *
- Violência: * * *