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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Toy Story 4

Ahhh Pixar! Você dificilmente erra. Aliás, ainda não errou. Talvez os longas menos prestigiados - que tem lá seus defeitos, mas não são ruins - sejam “Carros 2 e 3”. Quando eu achava que a saga dos famosos brinquedos que ganham vida já tinha se encerrado brilhantemente em sua terceira parte, vocês me aparecem com “Toy Story 4”. É... vocês conseguiram novamente!
 
O quarto longa de Woody e sua trupe é tão fantástico quanto seus antecessores. Todos os quatro filmes seguem a mesma cartilha moral na narrativa.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Os Incríveis 2

Finalmente! Após hiato de 14 anos, a Disney/Pixar nos entrega a tão esperada continuação de “Os Incríveis” (2004) que ainda é, diga-se de passagem, uma das melhores produções de super-herói sem pertencer ao 'eixo' Marvel/DC Comics. “Os Incríveis 2” retoma e amplia o conceito de família discutido no longa anterior, e o resultado é tão bom quanto.

A trama se inicia logo após os eventos do primeiro longa, com a família Pêra tentando impedir a ameaça de um misterioso escavador, aquele com cara de toupeira. 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Touro Ferdinando

“O Touro Ferdinando”, animação da Blue Sky dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha (“A Era do Gelo” e “Rio”), traz um carismático protagonista que detesta desavenças e adora cheirar flores e ser amável com o próximo. Ao fugir de uma fazenda especializada na criação de touros, Ferdinando encontra afeto na família de uma garotinha, humana com quem vive uma grande amizade. Depois de crescer e se tornar um touro imenso, sem querer, Ferdinando causa alguns problemas que o faz retornar para o local em que nasceu onde irá reviver imbróglios de seu passado.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Viva - A vida é uma festa

A ideia de "Viva - A vida é uma festa", animação da Pixar assinada por Lee Unkrich ("Toy Story 3" e "Procurando Nemo"), não é novidade. Sua premissa é bem parecida com "Festa no Céu" (2014). No entanto, os longas do estúdio, famosos por discutirem valores familiares, ainda surpreendem por serem eficientes pelo equilíbrio narrativo e pelo desenvolvimento da emoção. Aqui, não é diferente.

Na história, o jovem Miguel padece com a reprovação constante de seus parentes por desejar ser músico. O motivo?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Meu Malvado Favorito 3

As sequências de filmes surgem com vários propósitos e as principais vertentes disso são o retorno financeiro (tanto de bilheteria como de produtos licenciados) e a ampliação da história original. As continuações costumam pecar na qualidade da narrativa quando há um descuido dramático na tentativa de aumentar os graus de ameaças e ações para surpreender o público. A animação "Meu Malvado Favorito 3" compartilha dessa cartilha, no entanto, se destaca por não se preocupar somente com o lado financeiro.

A história de Gru recebe boas doses familiares, principalmente quando conhece Dru, seu irmão gêmeo que quer entrar para o universo dos vilões e fazer jus ao legado da família.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pets - A Vida Secreta dos Bichos

"Pets - A vida secreta dos bichos" tem uma premissa original e uma execução convencional. A ideia em retratar o que o bichinho de estimação fica fazendo quando seus donos saem de casa é incomum e curiosa, mas o que vemos após o primeiro ato é uma aventura clichê que foge completamente da proposta inicial. Claro, toda fábula mostra um pouco dessa concepção, mas é raro vermos um foco tão autêntico como o que prometia a campanha de marketing de "Pets". Apesar disso, o longa tem bom ritmo, um visual bacana multicolorido, diversos personagens adoráveis e é divertidíssimo. Para quem possui algum pet em casa vai se identificar com várias situações.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Alice através do espelho

Dirigido por James Bodin, "Alice através do espelho", continuação de "Alice no país das maravilhas" de Tim Burton (que, aqui, assina a produção), amplia a fantasia do autor Lewis Carroll com muito vigor técnico, mas deixa de melhorar a qualidade do enredo.
 
A jornada da persistente e corajosa Alice (Mia Wasikowska) consiste em voltar ao universo fantástico para salvar o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) de uma depressão após descobrir que sua família ainda está viva. A história do Chapeleiro esbarra no passado das Rainhas de Copas (Helena Bonham Carter) e Branca (Anne Hathaway), que também precisam resolver velhos problemas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Minions

Os Minions são encantadores. São eles quem roubam a cena nos dois filmes "Meu Malvado Favorito". Quando um personagem coadjuvante chama demais a atenção do público ele acaba ganhando uma oportunidade de fazer ainda mais sucesso em uma produção solo ou spin-off. E não foi diferente com essas coisinhas amarelas que voltam ao cinema para contar 'como tudo começou'.

Há dois problemas no longa que podem fazer com que "Minions" não seja tão bom quanto merece. O primeiro deles é a fragilidade do roteiro escrito por Brian Lynch. A premissa é criativa e se desenvolve de forma divertidamente impecável em seu primeiro ato ao mostrarem os protagonistas à procura de um vilão para servirem. Entretanto, após isso, o roteiro oscila no ritmo narrativo ao dividir o foco com a vilã Scarlet Overkill e peca ao desenvolvê-la mal e por trazer soluções 'fast food' para suas ações.

O segundo problema é o trailer revelador. Infelizmente, as melhores cenas estão nos teasers e quando elas surgem durante a projeção já não são novidade, o que pode afetar o entusiasmo no riso. 

Apesar disso, "Minions" não deixa de ser divertido e são suas trapalhadas que não deixam a peteca cair. O humor segue situacional e infantil, assim como em suas participações nos longas do 'Malvado'. Além disso, O hilário 'minionês' é mantido e ainda há vários momentos impagáveis, boa trilha sonora e muitas referências interessantes do final dos anos 60.

"Minions" é uma boa pedida para os fãs que querem ver mais do mesmo. É uma pena que o trailer tenha amornado a expectativa de muita gente, mas, mesmo assim, essas criaturinhas adoradoras de bananas não deixam de ser irresistíveis.

Minions
EUA/2015 - 91 minutos
Animação / Comédia / Infantil
Direção: Pierre Coffin, Kyle Balda
Roteiro: Brian Lynch
Elenco: Sandra Bullock, Jon Hamm, Michael Keaton
Cotação: * * *

Termômetro: 
- Humor: * * * *
- Drama: * * 
- Romance: *  
- Fantasia: * * * *
- Ação / Aventura: * * *
- Policial: * 
- Suspense: * *  
- Sexualidade: * 
- Escatologia: *
- Violência: *  

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os Pinguins de Madagascar

"Os Pinguins de Madagascar" é o filme solo sobre os adoráveis coadjuvantes, e que roubaram a cena por diversas de vezes, do universo de "Madagascar". Neste longa, os tais pinguins seguem impagáveis e o comportamento do quarteto, juntamente com as boas piadas situacionais, é o que dão o tom desta animação. O ritmo é frenético e se assemelha com a correria de "Madagascar 3", assim como as cenas de ação exorbitantes e os exageros narrativos que divertem bastante. A história 'como tudo começou' é corriqueira, mas com clichês bem trabalhos. O ponto negativo fica por conta do roteiro, que não consegue finalizar a fábula com a mesma qualidade do início. Entretanto, isso não interfere no resultado final e cumpre o que promete: entretêm adultos e crianças de maneira eficiente!

Os Pinguins de Madagascar (The Penguins of Madagascar)
EUA, 2014 - 93 minutos
Animação / Infantil
Direção: Simon J. Smith e Eric Darnell
Roteiro: John Aboud e Michael Colton
Elenco: vozes de Tom McGrath, Chris Miller (LX), Christopher Knights, John Malkovich, Benedict Cumberbatch, Ken Jeong
Cotação: * * *

Termômetro:
- Humor: * * * *
- Drama: *
- Romance: *
- Fantasia: * * * *
- Ação / Aventura: * * * *
- Policial: * *
- Suspense: * * 
- Sexualidade: *
- Escatologia: *
- Violência: *
- Efeitos especiais: * * * 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Os Croods

"Os Croods" é como se fosse uma pré-histórica família Buscapé se aventurando pela natureza de "Avatar", lutando pela sobrevivência de um apocalíptico "2012" e com o objetivo de “Em busca do vale encantado”. O filme tem uma premissa que traz um mix de referências divertidas e desenvolve a trama de maneira criativa. Além disso, há personagens bem construídos, lição de moral encaixadinha (ainda que seja convencional), humor que mescla piadas infantis e mordazes com inteligência, ação aos montes, visual deslumbrante, efeito gráfico de qualidade e um dos melhores filmes em 3D já produzidos, tanto em profundidade como em coisas que pipocam para 'fora da tela'. Um entretenimento de primeira.

Os Croods (The Croods)
EUA, 2013 - 98 min.
Animação / Infantil
Direção: Kirk De Micco, Chris Sanders
Roteiro: Kirk De Micco, Chris Sanders
Elenco: Nicolas Cage, Emma Stone, Ryan Reynolds, Catherine Keener, Cloris Leachman, Clark Duke
Cotação: * * * * *

Termômetro:
- Humor: * * * *
- Drama: * *
- Romance: * *
- Fantasia: * * * * *
- Ação / Aventura: * * * * *
- Policial: *
- Suspense: * * *
- Sexualidade: *
- Escatologia: *
- Violência: *
- Efeitos especiais: * * * * *

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os Smurfs 2

“Os Smurfs 2” é praticamente igual ao seu antecessor. Muda-se, apenas, a condição social de Gargamel (de criminoso a famoso ilusionista), o cenário (sai Nova Iorque e entra Paris), o Smurf a ser resgatado e um detalhe da premissa que põe em discussão a história da Smurfette. Assim como no primeiro, a atmosfera e a caricatura malévola do vilão estão presentes, inclusive há a repetência dos furos de roteiro do original que deixa de explicar algumas situações, principalmente no que diz respeito ao ‘excesso de fantasia’ que passa despercebida no mundo real. No geral, o longa é agradável de ver, tem bom ritmo, humor e ‘smurf-lições’ apropriados para a criançada e tecnicamente é mais bem feito. E os azulzinhos? Estão fofos como sempre!

Os Smurfs 2 (The Smurfs 2)
EUA, 2013 - 105 min.
Animação / Infantil / Aventura
Direção: Raja Gosnell
Roteiro: J. David Stem, David N. Weiss, Jay Scherick, David Ronn, Karey Kirkpatrick, Peyo
Elenco: Katy Perry, Christina Ricci, Jonathan Winters, J.B. Smoove, George Lopez, Anton Yelchin, John Oliver, Frank Welker, Tom Kane, Fred Armisen, Jeff Foxworthy, Hank Azaria
Cotação: * * *

domingo, 24 de novembro de 2013

Percy Jackson e o mar de monstros

“Percy Jackson e o mar de monstros” se mostra tão convencional como o original, e, também, entretém como seu antecessor. O estilo infanto-juvenil, o bom ritmo, o carisma do protagonista e a qualidade técnica são mantidos nesta sequência. A narrativa, que tem como principal atração o meio-irmão de Percy, expõe os fatos sem complexar a mitologia grega, as cenas de ações são bem realizadas e o roteiro, apesar de estar calcado em clichês, desenvolve as situações com bom humor e de forma despretensiosa. Continuações de filmes aventurescos e/ou fantásticos costumam ser ‘mais do mesmo’ e aqui não foge à regra. O longa é uma agradável 'sessão da tarde', mas poderia ser uma 'tela quente' se fosse mais ambicioso e menos tradicionalista.

Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters)
EUA, 2013 - 106 min.
Aventura / Infantil
Direção: Thor Freudenthal
Roteiro: Marc Guggenheim
Elenco: Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T. Jackson, Leven Rambin,Douglas Smith, Stanley Tucci, Anthony Head, Jake Abel, Nathan Fillion
Cotação: * * *

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Bons de bico


É uma pena que “Bons de bico” não consegue ser tão bom como sua premissa: dois perus viajam no tempo para impedir que sua espécie seja o prato principal nas festas de fim de ano. A narrativa, apesar de previsível, é engraçadinha, as piadas são brandas e voltadas mais para o público infantil (ora ou outra há uma gag mais sacana que diverte o adulto) e os clichês desse tipo de aventura não incomodam. O que não convence tanto na trama são as soluções fáceis para as ações dos protagonistas que podiam ser mais inteligentes. O gráfico não é um deslumbre, assim como o 3D, mas, como o filme é direcionado a criançada, “Bons de bico” não decepciona e diverte!

Bons de bico (Free Birds)
EUA, 2013 – 90 min.
Animação / Infantil
Direção: Jimmy Hayward
Roteiro: Craig Mazin, David I. Stern e John J. Strauss
Elenco: Owen Wilson e Woody Harrelson (dublagem original); Leandro Hassum e Marcius Melhem (dublagem brasileira)
Cotação: * * *

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Turbo

Depois de ser sugado e cuspido do motor de um carro ‘tunado’, o caracol Theo ganha poderes que o faz ser tão rápido como um carro de Fórmula Indy. E essa é a interessante premissa que contorna a atmosfera de “Turbo”. Ainda que o roteiro tenha alguma originalidade, a narrativa é trabalhada com base em situações convencionais, como o uso de clichês de filmes de corrida, o mundo sob o olhar de um pequeno bicho e a moralidade, que trás questões sobre superação e perseverança. Tudo isso é bem amarrado, recheado de boas cenas de ação (algumas lembram “Velozes e Furiosos” e “Carros”) e com humor rasteiro que tira sarro da lentidão dos moluscos. Enquanto o longa acerta em evitar o antropomorfismo dos caracóis, o roteiro derrapa ao exagerar em certas ideias, principalmente no inconvincente clímax.

Turbo
EUA, 2013 - 96 min.
Animação
Direção: David Soren
Roteiro: Darren Lemke, Robert D. Siegel, David Soren
Elenco: Ryan Reynolds, Paul Giamatti, Michael Peña, Samuel L. Jackson, Luis Guzmán, Bill Hader, Snoop Dogg, Maya Rudolph, Ben Schwartz, Richard Jenkins, Ken Jeong, Michelle Rodriguez
Cotação: * * *

domingo, 15 de setembro de 2013

Aviões

Decepcionante esta nova animação da Disney. "Aviões", que não tem selo Pixar, tem narrativa parecida com a de "Carros", mas tudo contado por aviões. O enredo também é praticamente uma cópia ao apresentar um personagem que quer se tornar campeão de corrida e enfrenta todas as adversidades para conquistar seus objetivos. O universo é todo inspirado no longa da Pixar e trás inúmeras e tradicionais referências moralistas das produções Disney. A falta de originalidade, o humor pouco criativo e o roteiro turbinado, que desenvolve mal os protagonistas e as situações, comprometem o longa. Há algumas cenas aéreas legais e só, infelizmente!
 
Aviões (Planes)
EUA, 2013 - 92 min.
Animação / Infantil
Direção: Klay Hall
Roteiro: Jeffrey M. Howard, John Lasseter, Klay Hall
Elenco: Dane Cook, Stacy Keach, Brad Garrett, Teri Hatcher, Julia Louis-Dreyfus, Priyanka Chopra, John Cleese, Cedric the Entertainer, Carlos Alazraqui, Roger Craig Smith, Anthony Edwards, Val Kilmer, Ivete Sangalo
Cotação: * *

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Carros 2

“Carros” (2006), ao lado de “Vida de Inseto” (1998), é um dos filmes menos expressivos da Pixar, mas, ainda assim, é um adorável entretenimento. Com o sucesso de bilheteria, rendendo mais de 460 milhões de dólares, a animação sobre automóveis falantes se destacou por seu contexto moral e por sua inventividade antropomorfizada. Além disso, o longa ainda faturou cifrões em outros segmentos, como em inúmeros produtos licenciados, o que aguçaram os produtores da Pixar em realizar “Carros 2”.
 
O superastro Relâmpago McQueen é desafiado por um veículo italiano no intuito de provar quem é o carro mais veloz do planeta. Para isso, ambos são convidados para disputarem um Grand Prix Mundial e, em meio ao evento, o guincho Mate acaba se envolvendo em uma espionagem internacional e descobre uma conspiração corporativista que pode atrapalhar as intenções dos participantes e realizadores da tal corrida.
 
Ao contrário do original, que prezou pela lição à criançada sobre amizade e egocentrismo, “Carros 2” recicla a fórmula moral, mas em uma voltagem menor. Ainda que seja menos dramático e mais clichê, o grande barato desta continuação é o estilo paródia em sua trama que investe em atmosfera de máfia italiana e ‘aventura de espionagem’ a lá 007 tendo como protagonista o caipira e engraçadíssimo caminhão guincho, Mate, que foi coadjuvante no primeiro filme.
 
Apesar do ritmo mais acelerado, mas sempre divertido, "Carros 2" tem mais ação, novos personagens veiculares e o humor satírico (e de qualidade) que contagia o espectador pelo visual que contextualiza o nosso mundo na forma de um universo automotivo, como locais na Europa adaptados aos carros e até transformas figuras emblemáticas em veículos, como a rainha da Inglaterra e o Papa. O gráfico multicolorido com texturas metálicas realistas é outro atrativo para quem for assistir ao filme em alta definição.
 
É notável que essa continuação foi realizada mais com ímpeto comercial, e, por conta disso, o roteiro acaba sendo prejudicado em algumas situações por excesso de furos. Entretanto, as derrapadas são pouco perceptíveis e “Carros 2” não deixa de ser um perfeito passatempo, tanto paras as crianças que acompanharão uma nova aventura dos personagens de sucesso como para os adultos que vão se divertir com trocadilhos da antropomorfização.
 
Carros 2 (Cars 2)
EUA, 201 - 113 minutos
Animação / Infantil
Direção: Brad Lewis
Roteiro: Ben Queen
Elenco: Owen Wilson, Larry the Cable Guy, Michael Caine, Emily Mortimer, Jason Issacs, Thomas Kretschmann
Cotação: * * * *

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Shrek para sempre

Em 2001, “Shrek” surgiu com humor politicamente incorreto que brincava com os tradicionais contos de fadas. “Shrek 2” ampliou com qualidade a idéia principal, ao contrário de “Shrek terceiro”, que deixou a desejar no aspecto de roteiro. Já “Shrek para sempre” recicla os clichês do original e finaliza a série de maneira positiva com bela mensagem para a criançada.

Estressado e cansado do dia-a-dia, Shrek surta e pede a um ‘duende feiticeiro’ sua velha vida no pântano de volta. Como se não bastasse, o ogro tem o seu desejo realizado, porém de maneira traiçoeira, já que o tal duende apaga seu nascimento, o que faz ele não ter salvado a princesa Fiona e nem ter conhecido o burro e outros personagens.

Para o ogro tentar reverter a situação, entra em cena os clichês ‘de volta ao passado’ e ‘reconquistar o amor’. Mesmo com o argumento convencional trabalhado em uma trama previsível, o longa não decepciona pelo ‘conjunto da obra’, mesmo investindo em um clímax irrepreensível com lição de moral para a gurizada.

Apesar do ‘lugar-comum’, a atmosfera paródica de Shrek segue a cartilha da série ao manter a criatividade visual, as referências cinematográficas e as piadas situacionais, que poderiam ser melhores. Além de apresentar novas figuras, o bom ritmo, a curiosidade de ver uma realidade diferente do monstrengo e momentos paralelos não vistos no primeiro filme prendem a atenção do espectador.

Não podemos esperar muita coisa de uma continuação que traz elementos triviais utilizados em toda a série. O roteiro e a premissa poderiam ser mais inteligentes como nos primeiros filmes, mas não atrapalham a diversão desta quarta e, possivelmente, última sequência.

Shrek para sempre (Shrek Forever After)
EUA, 2010 - 93 minutos
Animação / Infantil
Direção: Mike Mitchell
Roteiro: Josh Klausner, Darren Lemke
Elenco: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, John Cleese, Jon Hamm, Jane Lynch
Cotação: * * *

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Tá chovendo hambúrguer

Desenhos de computação gráfica são uma das melhores áreas para roteiristas e diretores exercitarem a criatividade, a fantasia e as belas mensagens moralistas. Exemplo é o que não falta no gênero e, às vezes, vale mais a pena ver uma animação ao invés de ‘filmes reais’, regra que se encaixa em “Ta chovendo hambúrguer”. 

Baseada no livro de Judi e Ron Barrett, a história fala de Flint Lockwood, um fracassado cientista de uma pequena cidade pesqueira que desenvolve um sintetizador que faz qualquer tipo de alimento. Depois que um acidente coloca a tal máquina na estratosfera, Flint consegue enviar mensagens para a engenhoca que, consequentemente, faz chover comida, atendendo a ganância do prefeito e os desejos da população. 

As cores vibrantes, o ótimo gráfico com traços caricaturados, a criatividade, o bom humor (detalhes alheios divertidos e bichinhos engraçados) e as referências do roteiro fazem de “Ta chovendo hambúrguer” um filme atraente e encantador. O longa amarra bem os dramas convencionais infantis e o ritmo, sempre agradável, prende a atenção do espectador do início ao fim. 

As referências, diga-se de passagem, são os destaques do longa. Quando o próprio alimento sofre mutações, o espectador deslumbra cenas espetaculares de catástrofe, em que o ‘desequilíbrio ambiental da comida’ se torna o grande vilão, momentos que nos fazem lembrar de algumas produções do estilo, como "Twister", "O inferno de Dante", entre inúmeras outras. 

Além disso, as mensagens são de grande valia, como a crítica à obesidade, à crise econômica norte-americana e a exposição emocionante de amor paterno e de seus valores morais. Talvez, o único equivoco do roteiro seja o tratamento irregular sobre o ‘absurdo’, que, em certos momentos, traz exagero até demais e algumas cenas bobas (que sempre agradam as crianças, mas nem tanto aos adultos). Contudo, isso não atrapalha a diversão que é sempre bem-vinda! 

Tá chovendo hambúrguer (Cloudy With a Chance of Meatballs) 
EUA, 2009 - 90 minutos 
Animação / Infantil 
Direção: Phil Lord e Chris Miller 
Roteiro: Phil Lord e Chris Miller 
Elenco: Bill Hader, Anna Faris, James Caan, Bruce Campbell 
Cotação: * * * *

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os Smurfs

A ‘marmanjada dos anos 80’ vai se sentir nostálgica no início de “Os Smurfs” com toda a magia dos personagens criados pelo belga Peyo (em 1958), peculiar dos desenhos animados nessa década na TV. Entretanto, esse encanto clássico se perde após 10 minutos de projeção, o que pode ser um desastre sob os olhos dos fãs ou como pode ser um eficiente entretenimento para a criançada de hoje. 

Quando Gargamel (bem interpretado por Hank Azaria) e seu gato Cruel encontram a vila encantada dos Smurfs, Desastrado, Papai Smurf, Smurfette, Gênio, Ranzinza e Corajoso fogem do vilão por um portal que os leva para o desconhecido mundo dos seres humanos. O problema é que Gargamel também passa pelo portal e persegue o sexteto azul em plena Nova York. 

O fraco roteiro, que aposta na tradicional trama sobre perseguição ‘gato-e-rato’ e resgate, desvirtua parte da originalidade dos desenhos ao contextualizar situações. Isso pode não causar impacto na criançada, mas causa estranheza aos fãs, como a metalinguagem que soa forçada em seu segundo ato, a reinvenção da jornada dos personagens fora da floresta e a modificação do objetivo de Gargamel de capturar os Smurfs para adquirir mais poderes mágicos ao invés de comê-los. 

As trapalhadas desses seres no nosso mundo possibilitam a criação de furos monstruosos no roteiro. Os principais deles são o de Gargamel saber se virar sozinho sem ser perturbado agindo como se o ‘novo mundo’ já lhe fosse peculiar e de ninguém achar estranhas as criaturas azuis a ponto de chamar a atenção das autoridades. 

 “Os Smurfs”, embora tenha cara de continuação, conquista os ‘pequenos’ com humor rasteiro infantil, com lições de teor familiar e amizade, e, claro, com a imagem dos azulzinhos virtuais que são adoráveis, fofinhos e bem feitos. Portanto, não espere piadas e situações para os adultos, a não ser pelo gato Cruel que rouba a cena em diversos momentos. 

Os Smurfs (The Smurfs – Les Schtroumpfs) 
EUA, 2011 - 102 minutos 
Aventura / Infantil 
Direção: Raja Gosnell 
Roteiro: J. David Stem, David N. Weiss, Jay Scherick, David Ronn 
Elenco: Neil Patrick Harris, Jayma Mays, Sofía Vergara, Hank Azaria, Jonathan Winters, Katy Perry, Anton Yelchin, Frank Welker, Fred Armisen, Alan Cumming, George Lopez 
Cotação: * * *

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Megamente

Como digo algumas vezes, de vez em quando vale mais a pena assistir longas de animação ao invés de filmes convencionais. Essa regra se estende a “Megamente”, uma deliciosa sátira da história de “Superman” sob a ótica de um vilão inteligente e malvadamente divertido.

Quando dois planetas próximos são destruídos, Megamente e Metro Man, ainda bebês, são enviados ao espaço por seus pais e suas cápsulas caem na Terra. Enquanto Metro Man, que tem superpoderes, é criado por uma família rica e de boa índole, Megamente, desprovido desses poderes de ‘Superman’, mas com uma inteligência de cientista fora do comum, é criado em uma prisão onde aprende a ser mau e deseja dominar Metro City.

“Eu sou um vilão sem heroi”. Esta frase proferida por Megamente é o fio que conduz toda a narrativa do longa. O ótimo roteiro, repleto de bons diálogos e humor negro de primeira, surpreende pelo tom anti-heróico (desconstruções peculiares da DreamWorks, produtora do filme) e pela interessante ótica do vilão sobre a história que, em certo momento, consegue, inesperadamente, derrotar seu arqui-inimigo.

Como todo mau, Megamente domina Metro City, destrói a cidade e rouba bancos, mas bate a ‘depressão’ por não combater um heroi. É aí que ele decide criar um 'Superman' por meio do DNA de Metro Man, o que origina as excelentes mensagens que o longa transmite, como “o que seria do vilão sem o herói” ou vice-versa.

A desenvoltura do protagonista que lembra Jim Carrey, o ótimo equilíbrio na sagacidade das piadas, personagens secundários divertidos, as inúmeras referências cinematográficas (incluindo uma imitação de Marlon Brando), as vibrantes cenas de ação e a trilha sonora empolgante que traz sons clássicos do rock, como ACDC, Guns N' Roses e Michael Jackson, fazem de “Megamente” uma das melhores animações já produzidas.

Megamente (Megamind)
EUA, 2010 - 96 minutos
Animação / Infantil
Direção: Tom McGrath
Roteiro: Tom McGrath , Cameron Hood
Elenco: Will Ferrell, Tina Fey, Jonah Hill, David Cross, Brad Pitt
Cotação: * * * * *